Esta declaração do apostolo Paulo
deveria fazer parte do pensamento de todos nós, e certo que a lei de Deus é
espiritual, ela veio dele, e sabemos que Deus é espírito, mas nos estamos
afastados e presos a nossa tendência carnal desde o jardim do Éden.
O “ser carnal” de Paulo indica que
fomos entregues a nossos desejos e paixões e estes estão corrompidos pelo
afastamento do Criador, perdemos a essência divina de amor e justiça. O conceito hebraico de justiça é em sua
essência pratico, não é como o conceito grego, que especula o campo das ideias.
Quando o Criador deu os mandamentos a Moises no Sinai, ele deu um caminho para
o homem corrigir sua rota e mudar radicalmente seu padrão moral que ate hoje
encontrasse desfigurado. A justiça de Deus deve ser manifestada naquele que os
conhecem, mas não na relação homem/Deus, mas é na relação homem/homem que esta
justiça (Heb:tsedaká) se
manifesta. O Hebraico define que
aquele que não observa a lei de Deus é Ímpio (rashá) e não guarda os seus mandamentos. Já
iniquidade (avlá) remete
ao ato geral de perverter ou negar um juízo, um mandamento, ou um tratamento
justo a alguém. Podemos afirmar usando este conceito que o sistema deste mundo
e totalmente injusto e iníquo. Mas Cristo espera de nos uma mudança de postura,
que tenhamos sua justiça e misericórdia transbordando em nossos corações, não
como os escribas e fariseus (religiosos da época) que buscavam apenas a
aparência da Lei, mas esqueciam da misericórdia e amor ao próximo.
Vamos
na próxima analisar o capitulo sete da epistola aos Romanos, profundo demais,
grande demais, mas que o Espírito de Cristo nos ajude a entender este tesouro
que nos foi deixado para nosso crescimento.
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