quinta-feira, 31 de maio de 2012

Epistola aos Gálatas.


O livro de Gálatas é a expressão clara da liberdade Cristã, mostra que a salvação não pode ser alcançada por nenhum mérito humano, não a nada que façamos para alterar ou mudar a obra da redenção. Ela inspirou Lutero ele mesmo declarou “Gálatas e minha carta, eu noivei com ela...” foi à inspiração de gálatas o estopim para a reforma, ao constatar que o justo vivera pela Fé. Gálatas 3:11 Lutero concluiu que não era pelas obras ou pelas praticas impostas pelo clero que o homem poderia ser justificado.
O Povo da Galacia eram os Celtas que invadiram a região no século terceiro a.C. eles eram chamados de “galos-gregos” viviam no platô central do atual norte da Turquia.
A carta aos Gálatas possuía dois objetivos principais defender o ministério de Paulo que era acusado pelos judaizantes de não pertencer aos discípulos que foram chamados por Cristo. E o outro objetivo era mostrar que não era necessário viver os rituais judaicos na nova aliança.
Esta carta fala muito nos dias de hoje, pois estamos vendo muitas denominações pregar um evangelho que não foi o anunciado por Cristo e pelos apóstolos, a Epistola aos Gálatas declara que mesmo que um anjo venha pregar outro evangelho que não foi o anunciado seja anátema, Gálatas 1:9.
Na próxima vamos falar sobre as interpretações sobre a destinação da carta, ela  teria sido destinada somente aos Gales (descendentes dos Celtas ) ou a toda a região da Galacia que compreendia alem do território dos Gálatas.

terça-feira, 29 de maio de 2012

A Vulgata Latina (de Jerônimo) parte 3.


Comentamos na ultima que Jerônimo como todo bom tradutor resolveu que deveria trabalhar a partir dos originais hebraicos para fazer a tradução para o Latim das escrituras.
Logo ele ficou surpreso com o fato das escrituras Hebraicas não incluírem alguns livros que estavam na septuaginta (versão dos setenta) ou  LXX.
Estes livros chamados de “deuteroncanonicos” (de um outro Canon) foram traduzidos porque em alguns círculos de judeus eram aceitos antes do concilio de Jamnia. O próprio Jerônimo era contrario a sua inclusão nas escrituras, ele os denominava “líber ecclesiastici” (livros da igreja) e não “líber canonici” (livros canônicos). No entanto devido a pressão do clero acabou forçado a incluí-los na Vulgata. Após termino de sua obra, a bíblia finalmente foi disponibilizada em uma versão precisa e muito bem escrita, na linguagem que era a mais comum nas igrejas do ocidente, ficou conhecida como “Vulgata” (do latin “vulgus” comum). Jerônimo exerceu grande influencia em todos os estudiosos sérios da idade media, e deu uma enorme contribuição para todos os estudantes das escrituras, parte de sua vida foi dedicada ao estudo e tradução das escrituras, era um homem serio e que amava verdadeiramente a Deus.
Mas por outro lado a tradução da bíblia no idioma que toda igreja ocidental pudesse usar, acabou provocando uma restrição ao conhecimento das escrituras, naquela época somente o clero e alguns poucos conheciam o latim (o povo comum não o conhecia) a igreja acabou por tornar esta tradução tão sacrossanta, que proibiu a tradução para outras línguas e a sua leitura por leigos.
Centenas de anos mais tarde com a reforma protestante as igrejas reformadas libertaram as escrituras para que chegassem as mãos de todos.