sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Os apologistas


No grego apologia significa “defesa verbal”.   Os chamados apologistas na historia da teologia eram, portanto, escritores do século II que procuravam defender o cristianismo dos ataques dos  intelectuais. Em seus escritos encontramos uma estratégia que lhes foi bastante peculiar: a tentativa de explicar o cristianismo através de elementos da filosofia grega, chegando ao ponto de considerar o Cristianismo como a melhor filosofia. 
Deus e logos 
O conceito de logos  foi a chave usada pelos apologistas para explicar a universalidade da fé cristã e esclarecer um serio problema teológico:  o relacionamento entre Deus pai e o Filho.
No pensamento grego (estoico), logos viria a ser a razão universal,  ou seja,  o poder divino presente na realidade toda, a alma do mundo,  a qual se manifestaria na lei da natureza, na lei moral, lei natural. Mais tarde o apostolo João ao escrever o seu evangelho, utilizou-se desse termo  (logos)  como titulo de Jesus Cristo.  Segundo o parecer dos apologistas e de vários  estudiosos, ao utilizar essas palavras gregas  (logos, Theos)  ao invés de palavras hebraicas, o apostolo João estaria apresentando o cristianismo como cumprimento e não como destruidor da filosofia grega. Nas palavras de João, a universalidade do cristianismo aparece como algo inquestionável.  Portanto segundo os apologistas, Jesus Cristo seria o logos do qual falaram as inúmeras  vertentes da filosofia grega. Como em todas elas o logos era uma espécie de “mediador entre o Deus único e a criação” o termo resultou ser bastante apropriado. Já que a bíblia descreve Cristo como mediador entre Deus e os homens. I Tm.2:5.
 Dentre muitos apologistas vamos analisar o pensamento de  três  que foram mais destacados Justino Mártir, Atenagoras de Atenas e Teófilo de Antioquia.
Contiuamos na proxima !

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